ENERGIA ELÉTRICA PODE FICAR MAIS CARA POR FALHAS DE GESTÃO, ALERTA REQUIÃO FILHO

DEP Requião Filho Foto Pedro Oliveira ALEP

ENERGIA ELÉTRICA PODE FICAR MAIS CARA POR FALHAS DE GESTÃO, ALERTA REQUIÃO FILHO – ### –

 

Copel leva multa por atraso em construção de hidrelétrica e é obrigada a comprar energia de terceiros para cumprir contrato

 

Mais uma demonstração de que investir em parcerias e consórcios nem sempre é a solução. O fato se confirmou novamente esta semana, no Paraná. Por atrasos na construção das obras na Usina Hidrelétrica de Colíder, em Mato Grosso, a Copel – por não ser majoritária no projeto, pode ser penalizada por culpa de outra empresa que compõe o consórcio; a Engevix, que está envolvida na Operação Lava Jato e com sérias dificuldades financeiras.

 

A unidade em construção, com potência de 300MW, já deveria estar funcionando desde 2015, quando a Copel pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prorrogação de 644 dias, prometendo entregar a usina em 2017. Mas o consórcio não conseguiu correr atrás do prejuízo e está em vias de sofrer um forte estrago financeiro. A dívida chega a R$ 720 milhões e, a qualquer momento, será cobrada pela Aneel.

 

O valor corresponde à fatura que a Copel estaria assumindo pelo atraso, que já chega próximo a três anos, conforme a cláusula contratual que a obriga comprar energia de outros fornecedores, e entregar às distribuidoras, a geração prometida pela Colíder no projeto original. O cálculo leva em conta o valor máximo da venda de energia nesse mercado, de R$ 388,48 o megawatt hora, preço que segue inalterado desde o início do ano e assim deve permanecer.

 

Para Requião Filho, isto significa a falta de equilíbrio na maneira de administrar as ações da Copel. “Na busca incessante por mais lucro, eles se deixaram levar por investimentos fáceis a qualquer termo, abrindo mão de serem os majoritários no projeto. Agora estão à mercê dos outros e com resultados econômicos desastrosos. Eis o revés que se apresenta agora, com um prejuízo que, fatalmente, sobrará para o consumidor paranaense e em atrasos nos programas de políticas públicas. A conta está ficando cada vez mais alta! Uma herança impagável para os sucessores e uma nova penalidade para a Copel que, com isso, ficará prejudicada de participar de novos certames”.