DENÚNCIA FEITA POR NEREU MOURA CONTRA BETO RICHA É MANCHETE NA IMPRENSA DEZ MESES DEPOIS

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O jornal Gazeta do Povo trouxe na edição desta terça-feira, 7 de fevereiro, a informação de que o governador Beto Richa (PSDB) pagou R$ 870 mil por horas de voo em que helicóptero para transporte exclusivo  não saiu do chão.

 

O líder do PMDB na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Nereu Moura, já alertava, em abril do ano passado, para o mau uso do dinheiro público.

 

À época,  o parlamentar denunciou em pronunciamento no Legislativo uma série de irregularidades nos contratos de locação de aeronaves para deslocamento do governador e convidados.

 

“Em cinco anos, o Executivo estadual vai gastar R$ 49,9 milhões no aluguel de um helicóptero e um jatinho”, informava Nereu Moura.

 

O contrato do Governo do Paraná com a Helisul , em vigor desde 2013 e que  prevê  o aluguel de um helicóptero, traz a cláusula que assegura o pagamento mínimo de 40 horas de voo por mês, mesmo se o período  voado, de fato, for inferior a esse tempo.

 

Ainda de acordo com a reportagem,  apesar de ter voado em 2014 tempo suficiente para pagar à Helisul R$ 2.518.535, Beto Richa  desembolsou R$ 3.387.885. Nos meses de junho e novembro, o governador  voou além das 40 horas, o que resultou em um gasto de R$ 637.885. Já em fevereiro, por exemplo, apesar de ter voado o correspondente a R$ 86.281, o chefe do Palácio Iguaçu  repassou à Helisul R$ 275 mil — uma diferença de R$ 188.719.

 

“O governador gasta uma fortuna, que daria para comprar um jato e um helicóptero e toda sua manutenção durante os cinco anos em que estes dois equipamentos serão locados”, declarou o líder do PMDB na Assembleia.

 

Nereu Moura destacou também que os donos das empresas que participaram da licitação para o serviço têm o mesmo sobrenome. A companhia vencedora, a Helisul Taxi Aéreo Ltda., é a mesma que mantinha com o Executivo  locação de aeronaves sem contrato e acabou obrigada pela Justiça a devolver R$ 2 milhões.

 

Nereu Moura encaminhou ao Ministério Público, ainda em 2016,  documentos para a abertura de uma investigação.