DEPUTADOS DA OPOSIÇÃO ENALTECEM RESISTÊNCIA E CORAGEM DOS ESTUDANTES DAS OCUPAÇÕES

Requiao Filho_Foto Pedro Oliveira ALEP-1

Deputados da bancada de oposição reafirmaram, na sessão de terça-feira (25), o apoio aos estudantes secundaristas que ocupam centenas de escolas estaduais do Paraná, desde o início de outubro, em protesto contra a reforma do ensino médio, proposta pelo governo Temer na Medida Provisória 746.

Líder da bancada, o deputado Requião Filho (PMDB) disse que a população paranaense deveria se orgulhar dos estudantes secundaristas. “Que bom que aqui no Paraná damos o exemplo de resistência e defesa contra esta Medida Provisória. Que bom que temos estudantes organizados e politizados o suficiente; que temos alunos capazes de se levantar contra o desmonte da educação pública no Brasil. Temos que ter orgulho destes estudantes”.

Requião Filho afirmou que é triste quando uma pequena parte da sociedade se coloca contrária aos estudantes que buscam defender a educação. “As escolas públicas do Paraná estão abandonadas. São os estudantes que sofrem as consequências da corrupção, do desvio do dinheiro público que deveria ser investido na construção e reformas de escolas. Os desvios apurados na Operação Quadro Negro mancham a história da educação no Paraná”.

Para Tadeu Veneri (PT), os estudantes secundaristas estão dando uma aula de cidadania. “Os estudantes estão bravamente resistindo, dentro das escolas, a uma Medida Provisória que visa desconstruir o ensino no Brasil. Quero cumprimentar e saudar pela coragem e resistência. Não se escondem, não se omitem, estão lutando todos os dias”.

O parlamentar lamentou que aliados do governo do Estado tentem associar a tragédia da morte de um adolescente de 16 anos ao movimento. “O estudante assassinado foi vítima da violência urbana, que acontece todos os dias na periferia. Não se pode criminalizar a escola pública, como se fosse local de drogas, sexo e bebidas. É hipocrisia, porque muitos filhos de quem fala isso consomem drogas nas suas escolas e nas suas casas. Infelizmente, muitos pais acham mais fácil criminalizar e destruir a escola pública”.