NEREU MOURA PARTICIPA DE DEBATE SOBRE A CRISE DO HU DE LONDRINA

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O no Norte do Paraná. A instituição, mantida pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), enfrenta problemas com falta de pessoal e recursos para custeio e manutenção, que podem resultar no fechamento de 50 leitos.

“Os atendimentos no HU de Londrina são 100% do SUS (Sistema Único de Saúde) e existe uma grande preocupação sobre a qualidade e a continuidade nos atendimentos do hospital”, disse Nereu Moura, que é membro da Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa. “O Governo do Estado acaba prejudicando este serviço, com a demora na nomeação de novos servidores”, ressaltou.

A audiência, convocada em conjunto com a Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, teve como palco o Auditório Legislativo. A reitora da UEL, professora Berenice Quinzani Jordão, fez uma explanação da situação atual do HU. Segundo ela, a universidade tem 44 anos de fundação, período em que a maioria dos servidores começou a trabalhar na instituição.

“Quem começou no início, ou está aposentado ou se aposentando agora e temos o problema de aumentando o número de vagas sem preencher”. A ocupação das vagas vem ocorrendo de maneira muito longa, já que é o Poder Executivo Estadual que nomeia os servidores. Isto decorre também, de acordo com ela, devido às dificuldades de caixa do Governo do Estado.

A reitora frisou ainda que a alternativa de uma fundação para gerir o HU não é a solução, por que as nomeações também são feitas através do Executivo. “Diante deste quadro, temos hoje uma preocupação por que alguns setores do hospital estão com os quadros muito defasados”, disse Berenice.

O problema atinge o Pronto Socorro 1, UTI Neonatal, Alimentação e o Centro de Tratamento de Queimados. O HU, segundo ela, tem dispendido recursos próprios do SUS, que é para tratamento, na contratação de serviços de terceiros.

A reitora informou que a UEL tem 195 servidores já concursados, desde 2013, que ainda não foram nomeados. “Este poder de nomeação deveria ser num processo descentralizado, dando mais autonomia à universidade, para reocupar esta vaga com mais agilidade”, ressaltou Berenice.

Existe uma grande defasagem também na gestão financeira da instituição. Segundo a reitora, o município de Londrina tem a gestão plena da saúde, recebe um teto do Ministério da Saúde. “E este teto tem sido reivindicado para aumentar, uma vez que não é suficiente para atender todas as unidades do município”, ressaltou.

Uma parte de recursos que o município recebe Ministério da Saúde, que deveria repassar ao HU, acaba sendo retida, acumulando um débito superior a R$ 16 milhões, por serviços já prestados e reconhecidos pela secretaria de Saúde. “Os valores que são repassados pelos serviços prestados não são atualizados desde 2010”, concluiu.

A superintendente do HU, Elizabeth Silva Ursi, apresentou um quadro sobre os serviços prestados pela instituição. De acordo com ela, só em 2015 foram realizados aproximadamente 130 mil atendimentos a pessoas da abrangência da 17ª Regional de Saúde e de mais 250 municípios do Paraná, além de 100 cidades de outros estados.

Participaram ainda da audiência, representantes de sindicatos dos trabalhadores e os deputados Nelson Luersen, Adelino Ribeiro, Tercilio Turini, Doutor Batista, Márcio Pacheco, Chico Brasileiro, Luiz Claudio Romanelli e Evandro Araújo e público em geral.