TRISTE VER DINHEIRO PARA ESCOLAS PARAR NO BOLSO DE MALANDROS, LAMENTA NEREU MOURA

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A empresa Valor, acusada de desviar R$ 18 milhões de obras em escolas estaduais, foi beneficiada por aditivos contratuais autorizados diretamente pelo governador Beto Richa (PSDB). A denúncia é da Gazeta do Povo, com base em auditoria promovida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“É muito triste saber que o dinheiro que era para construir escolas para as crianças foi parar no bolso de malandros!”, lamentou o deputado Nereu Moura na manhã desta terça-feira (02), em sua página no Facebook (facebook.com/DeputadoNereuMoura).

“O governo do Paraná, não consegue sair das páginas policiais!”, completou o parlamentar, líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa. Segundo a denúncia, em sete dos dez contratos firmados entre a empresa e a Secretaria da Educação (Seed), o tucano autorizou aditivos no montante total de R$ 5,9 milhões, aumentando em quase 25% o valor das obras.

Diante das irregularidades em torno do caso, os trabalhos da empreiteira foram suspensos pelo TCE e estão à espera de novas licitações para serem retomados. Os contratos em questão previam a reforma ou ampliação de escolas em seis cidades do estado, ao custo de R$ 24,2 milhões.

Os aditivos, conforme consta no Portal da Transparência do governo, foram autorizados pelo próprio Richa. No maior deles, por exemplo, envolvendo a construção da Escola Jardim Paulista, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, o acréscimo passou de R$ 1 milhão.

A autorização do governador tucano não levou em conta que, mesmo após dez meses de assinado o contrato com a Valor, a obra estava praticamente na estaca zero em dezembro de 2014.

Relatórios da 7ª Inspetoria de Controle Externo do TCE mostram que, apesar de o andamento dessa obra estar em 10,35%, a empresa já havia recebido R$ 2 milhões, quase 50% do total original contratado – sem considerar o aditivo autorizado por Richa.