REQUIÃO FILHO DEFENDE ROMPIMENTO DE CONTRATOS COM EMPRESAS DE ÔNIBUS

Requiao Filho - HM (47)-1558
da Gazeta do Povo
A Gazeta do Povo realizou nesta quinta-feira (21) a quarta entrevista da série de sabatinas com os pré-candidatos à prefeitura de Curitiba. O convidado foi o deputado estadual Requião Filho (PMDB). Na entrevista, ele defendeu o rompimento do contrato da prefeitura com as empresas de ônibus, o retorno do sistema integrado com a Região Metropolitana e a criação de uma frota pública como resposta aos problemas de transporte da cidade.

Ele também criticou, em diversas ocasiões, o governador Beto Richa (PSDB) – a quem responsabilizou pela má situação do transporte público e pela má situação das finanças da cidade – em ambos os casos, por sua gestão como prefeito da cidade. Requião criticou também o atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) por sua falta de poder decisório, dizendo que ele deveria ter “lido Sun Tzu e Maquiavel” antes de ser prefeito.

RÁDIO GAZETA: Ouça a entrevista com Requião Filho

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Na entrevista, ele falou também sobre sua relação com o pai, o senador Roberto Requião (PMDB) – prefeito de Curitiba entre 1986 e 1989. Ele disse compartilhar os mesmos ideais políticos que o pai, mas que difere dele no temperamento – de acordo com o deputado, o senador é “mais contundente”. Ele diz que, apesar das diferenças, o senador é seu “mentor”. “Terei como ‘consultor’ um cara que foi senador, governador e prefeito. Quando surgirem dúvidas, é só ligar”, disse.

Ele comentou, também, sobre o enfraquecimento do PMDB na cidade, especialmente no legislativo – atualmente, o partido conta com apenas uma vereadora, e lançou somente 17 candidatos à Câmara em 2012. No seu entendimento, houve um erro estratégico do partido ao se agarrar somente na popularidade de Requião e deixar de ouvir as bases.

O deputado também comentou a saída de Fruet do PMDB. Em 2004, ele entrou em rota de colisão com Requião, após tentar ser indicado para disputar a prefeitura pelo partido, e migrou para o PSDB. “O Gustavo saiu do PMDB porque não conseguiu ganhar uma convenção. Não é uma questão de se impor à vontade do Requião, ele não conseguiu convencer o partido de que estava pronto para ser o candidato. No que ele perdeu, ele rompeu”, comentou.