PREFEITO CANTELMO NETO INTEGRA COMISSÃO DA AMP QUE IRÁ TRATAR DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA

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O prefeito de Francisco Beltrão, Antonio Cantelmo Neto (PMDB), está fazendo parte de uma comissão montada pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP) para buscar reduzir o impacto do aumento das contas de iluminação pública nos caixas das prefeituras. Os constantes reajustes no valor cobrado pela Copel aos Municípios foi um dos principais temas da assembleia da AMP, realizada terça-feira (24) em Curitiba.
Segundo o prefeito, a comissão pretende ampliar o diálogo com a companhia de forma coletiva, já que os aumentos de energia têm afetados todos os municípios. “O principal objetivo desta comissão é melhorar o relacionamento com a Copel e buscar uma solução conjunta, que valha para todas as prefeituras, para esse problema, que deve ser totalmente resolvido ou ao menos para amenizar o impacto que está causando nos orçamentos municipais”, afirmou o prefeito Cantelmo Neto.
Francisco Beltrão, por exemplo, já acumula cerca de R$ 730 mil em déficit na chamada Complementação da Iluminação Pública (Cosip), uma conta específica que recebe os valores pagos pelos consumidores para custear o serviço e os investimentos da área no município. Em janeiro, a conta da iluminação pública – ou seja, o valor pago pela Prefeitura pela energia elétrica em postes – foi de R$ 236 mil, valor que subiu para R$ 489 mil em outubro.
O aumento no valor cobrado pela Copel obrigou a Prefeitura a repassar o reajuste na tabela de descontos. Em Beltrão, a cobrança da iluminação pública dos consumidores é feita através de um sistema de descontos conforme o consumo de energia. Residências que consomem até 70kw/h recebem 100% de desconto, que vai diminuindo conforme o consumo de energia da unidade consumidora aumenta. Ou seja, quem gasta mais energia, paga mais pela iluminação pública.
O reajuste na conta de iluminação pública foi feito em agosto, após a Prefeitura bancar o aumento por três meses sem repassar aos consumidores. “Esta é uma medida que ninguém gostaria de tomar, principalmente em um momento de desajuste econômica, mas o aumento do custo de iluminação foi repassado aos consumidores depois de segurarmos por alguns meses e sob risco de incorrer em renúncia fiscal”, explica Neto.